Como escolher a minha Profissão?

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Algumas crianças parecem nascer sabendo “o que querem ser quando crescerem”. Desde cedo tratam de animais doentes, enfileiram bonecos para dar aulas, vendem os próprios brinquedos com facilidade. A maioria, no entanto, não tem esta facilidade. Muitos pretendem reprisar a profissão dos pais, sem nenhuma vocação para tanto, enquanto outros ficam simplesmente perdidos na hora de escolher a carreira.

Vários adolescentes, no momento do vestibular, optam por Direito ou Turismo, Veterinária ou Administração. Outros, inseguros, escolhem a carreira menos concorrida, para aumentar suas chances de “sobreviver” ao processo seletivo. Alguns escolhem a profissão mais rentável no momento, e sempre há um curso “da moda”. Depois que os cursos tradicionais, como Medicina, Direito ou Engenharia, saíram de moda, várias faculdades se tornaram o hit do momento. Foi assim com Publicidade e Propaganda, que despejou centenas de profissionais no mercado, na imensa maioria trabalhando com negociação de mídia ou atendimento aos clientes.

  • Um estudo de 2009 indica que 40% dos ingressantes nos cursos de nível superior abandonam a faculdade, partindo para carreiras totalmente diferentes da opção inicial. Isto é parcialmente explicado pela precocidade com que os jovens brasileiros enfrentam o vestibular: aos 17 anos, ao fim do ensino médio, precisam escolher a profissão que deverão exercer por 30 ou 40 anos. Uma boa solução é cursar o ensino técnico, para conhecer um pouco mais da carreira, e em seguida fazer uma graduação na mesma área: Edificações e Arquitetura, Contabilidade e Ciências Contábeis e Atuariais são exemplos disto.

– O mais importante, no entanto, é investigar as próprias vocações. Quem não se dá bem com Matemática dificilmente terá sucesso em ciências exatas ou em Economia. Já quem tem um raciocínio analítico e sempre quer saber o “por quê” precisa escolher um curso de humanidades, em que é possível discutir, e não simplesmente aceitar e apreender postulados e fórmulas.

– O hábito da leitura é fundamental para os cursos de bacharelado e licenciatura. Adolescentes que não gostam de ler – e esta é uma realidade para a maior parte dos jovens brasileiros – podem optar por cursos tecnológicos, que também apresentam a vantagem da curta duração. Os estudos acadêmicos podem ter continuidade em especializações e extensões universitárias.

É importante identificar o que se espera da carreira profissional: ganhar pouco, mas fazer o que gosta; sem bem sucedido; viajar pelo mundo todo; lecionar; pesquisar; destacar-se no mercado de trabalho. É preciso analisar o carisma, a capacidade de inovar, de se antecipar propondo soluções criativas, de liderar equipes. O acompanhamento de especialistas, com testes vocacionais e entrevistas, pode ser fundamental para identificar estas características.

Em geral, tendemos a supervalorizar nossas qualidades. Por isto, o apoio de um psicólogo é muito importante para dimensionar nossos talentos reais. Alguns testes vocacionais estão disponíveis gratuitamente em sites de educação. O importante é ser totalmente honesto nas respostas.

O mercado também pode estar aquecido no momento da escolha da profissão. Hoje, carreiras relacionadas à informática e à produção de petróleo e gás estão em alta. Esta tendência deve continuar nos próximos anos, mas não há certeza sobre isto.

É imprescindível verificar as condições do exercício da profissão: o nível de estresse, a necessidade de requalificação permanente, o quantum de felicidade que a carreira proporcionará. A profissão ocupa a maior parte do nosso tempo útil.

eve ser prazerosa: se for assim, será rentável e com grandes possibilidades de destaque. Mas em qualquer momento é possível mudar o rumo: quem descobre uma nova vocação pode ser mais feliz: um engenheiro pode se revelar um excelente chef de cuisine. Nunca deixe de experimentar.

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