Diante dos problemas com as usinas nucleares recentemente no Japão, os perigos da radioatividade vêm sendo discutidos por todos os países que possuem usinas nucleares.

Segundo Rosangela Franco Coelho, física-médica do Centro de Engenharia Biomédica da Unicamp, os danos causados pela radioatividade dependem do nível e do tipo de radiação presente no ambiente e qual foi o tipo de contato que o ser humano teve com o objeto e/ou pessoa contaminada. “Pode acontecer exposição a uma fonte de radiação e também a contaminação por material radioativo. A contaminação acontece quando a pessoa entra em contato direto com o material radioativo. E na exposição a pessoa recebe radiação, mas não entra em contato com o material”, explica Coelho.

Os danos causados pela exposição a radiação diferentemente de uma queimadura, ou um choque, são imperceptíveis e só aparecem quando o caso já está grave, tudo depende do nível de exposição, dos níveis de exposição e do período (tempo) de exposição.

Algumas reações imediatas são: queimaduras e náuseas. Dependendo do nível e do tempo de exposição, podem aparecer sintomas como tontura, baixa contagem de plaquetas e queda da produção de glóbulos brancos, sangramento do sistema digestivo, inflamação dos pulmões e fibrose, danos ao sistema nervoso central, podendo inclusive levar à morte do indivíduo exposto. Para doses baixas e exposição prolongada pode ocorrer mutação genética nas células dando origem a  um câncer que, se não tratado, pode eventualmente levar ao óbito, podem ocorrer também alterações no DNA.

Após a contaminação devem ser tomadas os devidos cuidados médicos para estabilizar o quadro e a partir os exames devem ser realizados periodicamente.

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  1. O salário do pecado é a morte …(Romanos 6:23). É impressionante como temos medo de nossos próprios inventos e descobertas que deveriam ser utilizados apenas para o bem da humanidade.

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