Existem dois tipos principais de poda que devem ser realizados em uma roseira: de formação e limpeza, também chamada de manutenção. Ambas devem ser feitas com uma tesoura de poda bem afiada e limpa, para não esmagar o tecido vascular da planta, o que pode promover a entrada de fungos indesejados. O corte é sempre feito na diagonal.

A poda de formação tem como objetivo dar à planta uma forma equilibrada e produtiva, com boas condições de arejamento. Geralmente é executada no início do cultivo, com a roseira em formação, e repetida anualmente, de preferência durante o inverno. Nela, são retirados ramos fracos, doentes e cegos (aqueles cuja rosa murcha já foi cortada e não possui mais nenhuma gema para se desenvolver). “Essa prática vai renovar e melhorar a formação da planta”, afirma Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, professor da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), em Piracicaba (SP).

Na poda de limpeza, a finalidade é eliminar ramos improdutivos ou mortos. Deve ser realizada sempre que houver folhas ou flores murchas. No caule da planta, é preciso achar a gema ou nó para fazer o corte correto. “É diferente do espinho. É grande, bem evidente, mas não tão protuberante, não tem uma ponta afiada”, diz Anselmo Augusto de Castro, biólogo e paisagista, professor do curso técnico em paisagismo do SENAC, em São Paulo. Ele recomenda que se faça o corte a um ou dois centímetros da gema, na diagonal, no sentido contrário a ela, para que a água da chuva e das regas não se acumule, propiciando o aparecimento de fungos e doenças.

Rega
A roseira necessita rega constante, mas o solo não deve ficar empapado – é preciso ter uma boa drenagem. Apenas a terra deve ser molhada, evitando-se cobrir a parte aérea com água.

Iluminação e temperatura
A planta deve receber sol direto, evitando sombra, cantos escuros e ambientes internos. A temperatura ideal para o bom desenvolvimento da rosa é amena, sem calor ou frio extremo.

  • Fabiano Cerchiari/UOL